2016, o ano em que tivemos coragem para mudar

Maturidade, crescimento e sucesso são conquistas ao alcance somente dos indivíduos e nações que têm coragem para mudar, praticando a autocrítica e encarando as grandes dificuldades da vida. Acredito que nós, brasileiros, estamos aproveitando a oportunidade histórica, trazida por uma crise econômica, política e ética, sem precedentes para romper as amarras do passado e construir um futuro melhor.

Nas ruas e nas redes sociais, o povo deu um basta ao desastroso projeto lulopetista de eternização no poder, legitimando o impeachment de Dilma Rousseff e ajudando a tornar irreversíveis as revelações e punições decorrentes da Operação Lava-Jato contra magnatas empresariais e chefões da política. O Congresso Nacional, com esmagadoras maiorias na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, ouviu o clamor da cidadania e votou o impeachment em processo escrupulosamente baseado na Constituição, na lei e nos regimentos das duas Casas, sob a permanente fiscalização do Supremo Tribunal Federal.

Há menos de sete meses o presidente Michel Temer assumiu o comando de um país devastado pela corrupção em praticamente todos os escalões e esferas da administração pública, minado pela incompetência e pela irresponsabilidade fiscal e traumatizado pela maior recessão de nossa história, com o saldo trágico de 12 milhões de desempregados. Desde então, o governo vem tomando providências para recolocar o Brasil nos trilhos da ordem, do progresso, da prosperidade e do emprego.

O maior exemplo está na recente promulgação de emenda constitucional que tive a honra de relatar na Câmara e que corrige as despesas federais pela inflação do ano anterior. Ela é indispensável para reverter a explosiva escalada da dívida pública – que pulou de R$ 2 trilhões para R$ 3 trilhões em apenas uma década – e compatibilizar a receita com a despesa, uma lição que qualquer pai ou mãe de família sabe de cor. Isso contribuirá para reconquistar a confiança dos investidores, possibilitará a baixa dos juros, o controle da inflação, reanimará a produção e multiplicará as vagas no mercado de trabalho.

E com a reforma da Previdência Social que o governo acaba de propor ao Parlamento, o país ficará protegido da trágica situação enfrentada recentemente pela Grécia e agora reprisada em vários estados brasileiros, sem recursos para pagar aos aposentados e pensionistas. Muito em breve, esses avanços serão reforçados pela modernização das leis trabalhistas, sempre com o objetivo de expandir o emprego, inclusive para os jovens, e melhorar a distribuição de renda para os trabalhadores e suas famílias.

De sua parte, o Congresso conseguiu vencer a paralisia decisória do primeiro semestre e agora trabalha em ritmo acelerado. O resultado se traduz em deliberações muito importantes, como as novas leis do pré-sal (que ajudará a Petrobras a se recuperar da megarroubalheira que por muito pouco não a levou à falência); da telefonia (maiores investimentos em banda larga); da governança de estatais (que evitará futuros petrolões e mensalões); das medidas provisórias do setor elétrico, da reforma do ensino médio e do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), cuja missão é desatar os nós das concessões de grandes obras de infraestrutura.

Considero imprescindível que façamos esse balanço – a um tempo realista e otimista – dos desafios até agora superados e dos tentos positivos já marcados. Só assim seguiremos capazes de manter o foco nas prioridades, perseverar nas reformas, corrigir os erros passados, moderar a impaciência com os males do presente e concretizar nossas esperanças no futuro.

Ka



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *