Brasil já é o segundo no mundo em plantio de transgênico

26/10

A estimativa para a safra brasileira 2012/2013 é de 177,7 milhões a 182,3 milhões de toneladas. Só de soja a produção deve chegar a 82,468 milhões de toneladas, aumento de 24% em relação à safra anterior, que foi 66,631 milhões de toneladas colhidas. Todos esses números refletem também a consolidação do uso de sementes geneticamente modificadas pelos agricultores brasileiros o que elevou o Brasil à condição de segundo maior produtor mundial de alimentos transgênicos. O Brasil plantou 30 milhões de hectares de sementes transgênicas, menos apenas que os Estados Unidos, que plantaram 69 milhões de hectares.

O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), relator da Lei de Biossegurança, que legalizou as pesquisas com organismos transgênicos e com células tronco embrionárias no País, destacou a batalha que foi aprovar a Lei no Congresso Nacional. “Tivemos que enfrentar grupos xiitas, radicais obscurantistas e que não aceitavam a evolução da ciência”, explicou. Para Perondi, a legalização dos transgênicos foi o grande responsável pelo aumento da produção de grãos. “As exportações de produtos agrícolas é que estão segurando o Governo da Dilma Rousseff. E isso se deve principalmente ao agricultor, que assumiu a transgenia”, disse.

A Lei de Biossegurança (11.105/05), aprovada pelo Congresso em 2005, representou o fim da polêmica em torno do assunto, pois criou regras gerais sobre as pesquisas em biotecnologia e instituiu a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que passou a ser responsável por toda regulação do setor de biotecnologia. Segundo Perondi, o órgão colegiado já aprovou a utilização comercial de cerca de 50 organismos geneticamente modificados, dos quais 35 são plantas. O presidente da CTNBio, Flávio Finardi, garante que as regras de liberação desses organismos no País estão entre as mais rigorosas do mundo.

AGROTÓXICOS – O deputado Darcísio Perondi aproveitou para rebater o engenheiro agrônomo e assessor técnico da ONG Agricultura Familiar e Agroecologia, Gabriel Biancone Fernandes. Em recente publicação no Jornal da Câmara, ele afirmou que desde 2008, quando o Brasil passou a plantar soja transgênica em escala comercial, assumiu “a triste posição de país que mais usa agrotóxico no mundo”. Segundo Perondi, o senhor Gabriel Biancone Fernandes demonstra total desconhecimento sobre o tema.

A biotecnologia tem como focos o uso cada vez menor de agrotóxicos, com menos agressão ao meio ambiente, e o aumento da produtividade. Para se ter uma ideia, em lavouras de algodão convencional são feitas pelo menos 10 aplicações de agrotóxicos. Já na lavoura de algodão transgênico, no máximo duas aplicações. A mesma coisa acontece em lavouras de soja. Já o feijão resistente ao mosaico dourado, desenvolvido pela Embrapa, praticamente não precisa de nenhum fungicida. “Infelizmente, ainda existe, agora em menor escala, algumas resistências aos transgênicos. Afirmar que o Brasil é o campeão de agrotóxicos por causa dos transgênicos é uma heresia, uma desinformação. Na verdade, os transgênicos são uma poderosa arma para reduzir o uso de agrotóxicos no mundo”, afirmou Perondi.

O gabinete do deputado Darcísio Perondi se transformou no QG dos cientistas brasileiros para a aprovação da Lei de Biossegurança, o que acabou se efetivando em 2005

 

 

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