Eliminar privilégios e garantir o futuro do Brasil

Na próxima semana, o plenário da Câmara dos Deputados votará a Reforma da Previdência. A base parlamentar propôs e o Presidente Michel Temer aceitou um novo texto, que exclui 75% de toda a massa trabalhadora do País.  A reforma não mexerá no tempo de contribuição para a aposentadoria por idade, na aposentadoria do pequeno produtor rural e nem no benefício assistencial de Prestação Continuada (BPC). Portanto, idosos, deficientes, agricultores e pobres estão fora da reforma.

A idade mínima para aposentadoria começará com 53 anos para mulheres e 55 anos para homens. Apenas em 20 anos – em 2037, chegará aos 63 anos para mulheres e 65 anos para homens. O mais importante é que a reforma promove a equiparação entre os regimes previdenciários dos trabalhadores urbanos e dos funcionários públicos.

A reforma irá focar nos 25% mais ricos: funcionários públicos de altos salários de todos os poderes, que compõem hoje os 3% da população mais rica. Cessam aposentadorias precoces, legais, mas injustas, bem como a paridade e a integralidade, benefícios que quase nenhum país possui.

De 2001 a 2015, houve a maior transferência de renda dos pobres e trabalhadores de baixo salário para os ricos do serviço público, no valor de R$ 1,268 trilhão, segundo informou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Com isso, faltou dinheiro para promover políticas públicas para enfrentar o enorme buraco fiscal e o Brasil continuar sua recuperação econômica ascendente.

Não fazer a reforma significará, certamente, um aumento de impostos e de contribuições, ao custo em dois anos de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Ministério do Planejamento.

Será a volta da recessão.

Quem quer isso?

Não votar e aprovar a reforma da previdência é dizer sim à privilegiatura.

Enfim, chegou a hora de enfrentar e vencer os privilégios das corporações públicas para garantir um futuro melhor, mais justo e mais seguro para todos os brasileiros.



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