Empresas estatais saneadas

Durante quase uma década e meia, o lulopetismo transformou as empresas estatais federais em pântanos de corrupção, cabides de empregos e usinas de desperdício. O favorecimento criminoso a megagrupos privados, via contratos superfaturados, licitações fraudulentas ou empréstimos bilionários ‘de mãe para filho’ nos bancos oficiais, tinha como contrapartida o apoio político e empresarial a um descarado projeto de enfraquecimento da democracia e eternização no poder, o maior esquema de que a história brasileira tem notícia. De 2003 a 2015, Lula e Dilma criaram 41 novas empresas estatais, que geraram prejuízo acumulado de R$ 8 bilhões e gastaram R$ 5,4 bilhões em salários. Pouco antes do impeachment de Dilma Rousseff, o endividamento dos maiores grupos estatais da União chegou à cifra recorde de R$ 544 bilhões (em comparação com uma dívida de R$ 142 bilhões em 2009). Entre 2009 e 2014, o quadro total de funcionários dessas empresas pulou de 432,8 mil para 556 mil.

Hoje, graças a um choque de gestão competente, transparente e honesta, a administração do presidente Michel Temer transformou radicalmente essa realidade, eliminando o aparelhamento político-partidário dessas empresas e colocando-as a serviço do seu verdadeiro dono: o povo brasileiro. Entre o primeiro trimestre de 2016 e o mesmo período deste ano, os lucros dos sistemas Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal, que representam 95% do patrimônio líquido do total de 154 empresas, aumentaram cerca de 2.000% – de R$ 500 milhões para R$ 10,48 bilhões.

Os dados são do mais recente relatório da Sest (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, órgão do Ministério do Planejamento). A virada é realmente impressionante: em 2015, o prejuízo da Petrobras tinha chegado a R$ 32,5 bilhões e o da Eletrobras, R$ 15 bilhões. Hoje, os resultados positivos nos primeiros três meses de 2017, são de R$ 4,8 bilhões e R$ 1,37 bilhão, respectivamente. Na Caixa, neste primeiro trimestre, o lucro foi 81,8% maior que no mesmo período de 2016 (de R$ 808 milhões para R$ 1,488 bilhões).

A esses significativos resultados, somam-se outros sinais de recuperação econômica, como a retomada do emprego em vários segmentos e da produção na indústria automotiva.  A adoção de um teto para as despesas da União, mediante emenda constitucional que tive a honra de relatar, a introdução de um amplo programa de concessões para ampliar e modernizar nossa combatida infraestrutura, o avanço da reforma trabalhista no Senado Federal e das negociações para aprovação da reforma da previdência são indicadores seguros de que o Brasil agora, finalmente,  tem governo, merece a confiança dos mercados  e  está pronto para atrair os investimentos privados responsáveis pela riqueza e pelo bem-estar das nações. O Brasil está se recuperando, não parou e não vai parar. As reformas estão acontecendo e o Parlamento tem muito a fazer.



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