Investidores aguardam Reforma da Previdência

A bancada do Governo trabalha em diversas frentes para garantir a votação da Reforma da Previdência na Câmara ainda no mês de dezembro. Para convencer os parlamentares, estão sendo realizadas diversas reuniões internas entre os partidos políticos da base e consultores legislativos e técnicos do Executivo, especialistas em previdência, para explicar as mudanças no texto e o teor da Emenda Aglutinativa apresentada pelo relator, deputado Arthur Maia. O objetivo é atingir os 308 votos necessários para a aprovação da Emenda Constitucional em plenário, em dois turnos de votação. Em outra frente, o Governo contabiliza o apoio da sociedade civil e de entidades representativas organizadas. O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líder do Governo na Câmara, esteve com integrantes do Renova Previdência, grupo suprapartidário composto por influenciadores da sociedade civil, preocupados com o futuro do País. Segundo informaram, o setor produtivo apoia a reforma, está confiante e só aguarda sua aprovação para voltar a investir.

Segundo informou o empresário Dário Arantes, “os investidores estão com o freio de mão puxado. Só vão soltar o freio quando a reforma passar”. Já o investidor Alexandre Rezende informou que diversos grupos empresariais internacionais também estão “olhando o Brasil com lupa”, aguardando a reforma da previdência, para injetar recursos vultosos no País, já em 2018.

Hoje o quadro é de espera. Segundo informaram integrantes do Renova Previdência, muitos pequenos e médios empresários, que são os maiores geradores de emprego, optaram por deixar o País, no auge da crise deixada pelo PT, e migrar seus negócios para países como o Paraguai, que têm custos bem mais baixos. “Entre nós, existe um nicho com muita esperança”, afirmou um empresário, garantindo que muitos desses que foram embora, pretendem voltar, assim que a economia brasileira tomar impulso.

Na avaliação do grupo Renova Previdência, muitos deputados resistem em bater de frente com categorias do serviço público, que lutam para manter seus privilégios, por conta do indefinido cenário político e eleitoral do ano que vem. A oposição acredita que a população não vai distinguir um político que foi contra ou a favor da reforma, mesmo com uma melhora acentuada da economia e da qualidade de vida das pessoas, e trabalha com a tática da “terra arrasada”. Esta estratégia foi utilizada pela Rússia contra a França de Napoleão e a Alemanha Nazista e consiste na retirada civil e militar do território em conflito, destruindo tudo o que existe para que a tropa inimiga que adentra o território encontre um ambiente hostil. “Este é o PT do quanto pior melhor em ação”, afirmou o deputado Darcísio Perondi.

O grupo, que tem a frase “se não renovar, o Brasil vai quebrar” como slogan, pretende seguir seu trabalho de “corpo a corpo” e convencimento junto aos deputados. O Renova Previdência entende que a aprovação da reforma é urgente, sob pena de o gasto com a seguridade social consumir toda a arrecadação do orçamento federal, comprometendo a capacidade de investimentos em educação, saúde, transporte e segurança. O governo será menos eficiente e a população mais pobre será a mais prejudicada. No manifesto que divulgaram, afirmam que estão preocupados com a herança que vão deixar para seus filhos. “Apoiamos a reforma. Ela é fundamental para acabar com privilégios de uma parcela de servidores públicos e alguns setores”.

 

Texto e fotos: Fábio Paiva

Perondi reunido com o grupo Renova Previdência

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bancada do PMDB tira dúvidas com consultores sobre novo texto da reforma da previdência

 

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