O Brasil não parou, nem vai parar

Brasília, quarta-feira (24 de maio): badernaço, vandalismo, depredação, incêndio e saques em três ministérios, terroristas mascarados espalhando a destruição e o caos no coração da capital federal. Detalhe sórdido: todas as despesas de viagem desses celerados foram bancadas com dinheiro do imposto sindical – aquele mesmo que, por meio da reforma trabalhista, o governo do presidente Michel Temer pretende tornar seu pagamento opcional.

Toda essa baderna foi mais um espasmo da organização criminosa que, durante mais de 13 anos, se lambuzou com o desvio de montanhas de dinheiro público, até que, graças ao impeachment de Dilma Rousseff, acabou varrida do Executivo por corrupção, inépcia e irresponsabilidade. Essa gente não se conforma e conspira dia e noite no intuito de voltar a dominar o Brasil e fazer a única coisa que sabe: ocupar o poder para roubar e roubar cada vez mais. Sua prioridade é derrubar Temer e destroçar um governo que começa a tirar o país da pior crise de sua história – em dois anos, o PIB encolheu 7,3%, e o número de desempregados ultrapassou 14 milhões.

Um governo capaz de reunir equipe econômica altamente competente e respeitada, que faz avançar no Congresso Nacional uma agenda de reformas indispensáveis, mas que sempre foram adiadas por seus antecessores. Governo que, com apoio de ampla maioria parlamentar, demonstrou coragem para enfrentar a gastança e aprovar emenda constitucional que limita o aumento das despesas da União à inflação do ano anterior, a qual tive a honra de relatar na Câmara dos Deputados. Governo decidido a mudar a Previdência Social, cujo déficit já é de R$ 167 bilhões, ciente de que essa é a única maneira de continuar honrando seus compromissos com os aposentados e pensionistas de hoje e de amanhã e afastar o perigo de falência do sistema – como ocorreu na Grécia e já ocorre em alguns estados brasileiros. Governo que apresentou projeto de lei para modernizar as relações de trabalho e facilitar a criação de empregos (já aprovado na Câmara e prestes a ser votado pelo Senado), dando a empregados e patrões flexibilidade na negociação de questões como o parcelamento de férias, sem os entraves da burocracia trabalhista e sem prejuízo de nenhum direito ou garantia, como FGTS, licenças maternidade e paternidade, repouso semanal, férias e salário-família. Governo que implantou a reforma do ensino médio, para possibilitar a todos os jovens a conclusão dos estudos e o aprendizado de profissões que os ajudarão a vencer no mercado de trabalho. Governo que está liberando R$ 40 bilhões das contas inativas do FGTS, o que beneficiará cerca de 50 milhões de trabalhadores. Governo que desperta a confiança dos investidores, graças à qual a economia começa a apresentar resultados positivos: a inflação dos últimos 12 meses despencou de 9,4% para menos de 4% ao ano; a taxa de juros do banco Central caiu de 14,25% para 11,25%, o risco-país desabou de 434 para 279 pontos (redução de 41,1%); e, pela primeira vez em dois anos num mês de abril, o saldo de criação de empregos foi positivo (quase 60 mil novos postos de trabalho).

Há duas semanas, os fomentadores da insegurança e do caos comemoraram o vazamento de uma gravação clandestina e adulterada, com a qual esperavam atingir o presidente da República.  A organização criminosa apostava que essa crise fabricada paralisaria o governo, prejudicando a economia, implodindo as reformas e levando a população ao desespero. Perderam a aposta: enquanto deputados da oposição abandonavam seus postos para, lá fora, radicalizar a violência e incendiar os protestos, dentro do Plenário a base parlamentar do governo aprovou sete importantes medidas provisórias, como a da regularização fundiária urbana e rural e a da ampliação do programa Seguro-Desemprego. Tampouco adiantou no Senado o espetáculo oposicionista de intimidação violenta, planejado para sabotar a reforma trabalhista: a Comissão de Assuntos Econômicos acatou o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB/ES) e vai votá-lo na próxima semana.

O governo e seus aliados no Congresso sabem que o povo não aguenta mais tanta confusão e só quer paz e tranquilidade para trabalhar, crescer e reconstruir o país. Por isso, como assinalou o presidente Michel Temer, o Brasil não parou, nem vai parar.

Ka



1 comentário em “O Brasil não parou, nem vai parar

  1. O deputado Perondi incita uma grande coerência em suas falas e expressões textuais, discorre com consistência sobre diversos assuntos, embora fique taxativo sua preferência pela saúde como enfoque central e até recorrente.
    Vem defendendo de forma veemente o Sr. Temer, ao qual a intimidade lhe propiciar chamar de Michel, ao qual includive alcunha de amigo. Mas me cabe perguntar: como ele pode ser oposição à Dilma durante 1,5 mandato sendo amigo do Vice? onde estava sua coerência?
    Como ele pode acreditar que Temer foi ingênuo?
    Como ele pode dizer que Joesley é psicopata?

    Deus… eu nem vou escrever mais…

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