Para Perondi, normalidade política do País está voltando

Há duas semanas, desde que foi divulgada a gravação clandestina e adulterada da conversa do presidente Michel Temer com um dos donos do grupo J&F, a oposição esperava atingir em cheio o presidente da República e reforçar a ideia da realização de eleições diretas. Apostava que a crise fabricada paralisaria o governo e o País, prejudicando a economia, implodindo as reformas e levando insegurança à população. Mas, para o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), primeiro vice-líder do Governo na Câmara, a violência e o quebra-quebra ocorridos em Brasília no último dia 24 de maio, foram um tiro no pé da oposição, criticados por toda a sociedade. “A emboscada cometida contra Michel Temer falhou e a normalidade política já está sendo retomada.

Segundo Perondi, um indício da volta da normalidade é que o Legislativo continua trabalhando e votando matérias importantes, inclusive várias Medidas Provisórias que trancavam a pauta, como a liberação de R$ 40 bilhões das contas inativas do FGTS, o que beneficiará cerca de 50 milhões de trabalhadores; e a regularização fundiária urbana e rural, que está dando dignidade a quem vive em terras da União. Hoje, mais de 100 milhões de cidadãos moram em áreas irregulares no campo e nas cidades.

O Senado deve votar a reforma trabalhista já na próxima semana e a Câmara se prepara para votar a reforma da previdência em meados do mês de junho. Para Perondi, duas semanas são mais que suficientes para que a base do presidente Michel Temer na Câmara seja reagrupada, garantindo o quórum necessário para a aprovação da reforma da previdência. Serão necessários 308 votos para a aprovação em dois turnos de votação.

Na avaliação do vice-líder do Governo, o Brasil continua nos trilhos e o Presidente está focado nas reformas. “O Brasil não parou e não vai parar”. Ainda segundo Perondi, a ideia de eleições diretas, que hoje é inconstitucional, não se sustenta e não tem o apoio da população. “Votar nas diretas é votar no Lula, no chefe da quadrilha que assaltou o País, e isso a população, tenho certeza, não quer”.

Os empresários e a sociedade, avalia Perondi, precisam continuar pressionando os deputados gaúchos para votar as reformas. “Senão será um caos e o Brasil não resiste a uma crise política que, felizmente, está acabando”.

 

Texto: Fábio Paiva

Foto (Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)

Foto (Alex Ferreira/Câmara dos Deputados)

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