Perondi fala à Rede Católica

Avança convencimento de deputados sobre reforma da previdência

 

Diante das últimas avaliações positivas e do fechamento de questão de partidos como o PMDB e o PTB, o Governo deve agendar para a próxima terça-feira (12) o início da votação, no plenário da Câmara, da Emenda Constitucional da Reforma da Previdência. Serão necessários pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos de votação. O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líder do Governo, acredita que muitos deputados ainda não conhecem o teor da Emenda Aglutinativa que foi apresentada e que reduziu o alcance da reforma. “A partir do momento que esses deputados tomam conhecimento, eles mudam de opinião e aceitam a reforma”, disse. As informações foram passadas em entrevista à Rádio Brasil Campinas, no programa Direito Nosso de Cada Dia. A rádio é parceira institucional da Arquidiocese de Campinas e desde 2015 integra a Rede Católica de Rádio, com mais de 130 emissoras em todo o Brasil.

Segundo Darcísio Perondi, o Governo tem menos de uma semana para explicar que nada muda para os trabalhadores rurais, que a reforma não atinge os agricultores, os idosos, as pessoas com deficiência e os trabalhadores mais pobres. Um dos pontos que precisa ficar claro, avalia Perondi, é que a idade mínima para aposentadoria é de 55 anos para homens e 53 para mulheres. A idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, só será atingida em 2038, e de forma bem gradativa. Para o vice-líder do Governo, esta é a reforma da igualdade, onde todos os direitos adquiridos estão garantidos. Não muda nada para quem já está aposentado e nem para quem já pode se aposentar.

“A Reforma combate a privilegiatura. Acaba de vez com os acúmulos de aposentadorias milionárias de alguns segmentos do serviço público. É a Reforma para um Brasil mais justo entre os que recebem pouco e os que se aposentam cedo e com salários acima de R$ 40 mil. É uma forma de equilibrar isso”. Ainda segundo Perondi, os parlamentares têm que prestar contas aos municípios e aos seus eleitores. Afinal, se a reforma for aprovada, as prefeituras terão uma sobra de 5% de seus orçamentos e poderão investir onde a população mais precisa.

Perondi chamou a atenção também para a necessidade da reforma no ponto de vista fiscal. Para o parlamentar, quem votar contra a Reforma estará votando contra o Brasil. “Temos que ter consciência de que não existe mais a possibilidade de conviver com um déficit anual em torno de R$ 200 bilhões provocado exatamente pelo regime de Previdência vigente no Brasil. A reforma é necessária para que o país não entre no caos. Sem dinheiro para pagar nada lá na frente”.

Perondi lembra que países como Portugal, Espanha e Grécia, entre outros, demoraram para ajustar suas contas e reformar suas previdências. Alguns tiveram que cortar benefícios e demitir servidores. “Por isso não podemos esperar. Não fazer a reforma é interromper o processo de recuperação da economia, e isso vai levar o País de volta para o fundo do poço. Faltará dinheiro para a saúde, educação, segurança, infraestrutura, ciência e tecnologia e até mesmo para pagamento das aposentadorias”.

 

Texto: Fábio Paiva

Foto (Artur Hugen)

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