Perondi: “Segunda denúncia será rejeitada”

O Supremo Tribunal Federal decidiu encaminhar para a Câmara dos Deputados a segunda denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Na avaliação do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líder do Governo, como aconteceu com a primeira denúncia, a segunda será rejeitada com folga. A base política trabalha para rejeitá-la na Comissão de Constituição e Justiça e no plenário até o final de outubro. “O arbítrio e o abuso de autoridade de um grupo de procuradores não têm limite. A primeira denúncia já era fraca, inepta e inconsistente e foi rejeitada por ampla maioria na Câmara. A segunda traz supostos crimes cometidos antes de Michel Temer assumir a Presidência da República, portanto, é ilegal. A denúncia chega sangrando e mais fraca ainda que a primeira e será rejeitada também”.

Segundo Darcísio Perondi, o Brasil vem apresentando, nos últimos seis meses, extraordinários resultados econômicos, inclusive graças ao apoio da base política do Presidente no Parlamento. “O País voltou aos trilhos e saiu da UTI.  Mas, está claro para a base do Governo, que Rodrigo Janot liderou e ainda tenta liderar uma guerra das corporações públicas contra as reformas trabalhista a da previdência para manter seus privilégios. Mas ele não vai vencer. Ou o país, a sociedade, as forças produtivas e políticas vencem esta guerra, ou o Brasil vai entrar no juízo final”, alertou Perondi, em discurso no plenário da Câmara.

A previdência pública brasileira, afirmou Perondi, é o maior programa de transferência de renda para os ricos do serviço público – foram R$ 1,2 trilhão entre 2002 e 2015. “Essa transferência foi para os pobres, para a Bolsa Família? Não! Foi para aposentadorias milionárias e precoces. Nos governos Lula e Dilma, o Tesouro Nacional tirou esse dinheiro da lavoura, dos doentes, dos desempregados, dos empresários que pagam impostos demais. O Tesouro tirou para cobrir o déficit da Previdência pública.  O mundo não acredita que o Brasil fez isso nesses 13 anos. E aí está. Eles não querem trabalhar mais. Eles querem se aposentar cedo e depois montar um escritório na frente da Receita Federal ou do fórum e trabalhar mais 40 anos, ganhando 40 mil reais por mês de aposentadoria. Essa é a luta. Se perdemos essa guerra, todos nós, brasileiros, afundamos”, completou Perondi.

 

Texto: Fábio Paiva

Foto (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

 

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