Otimismo realista

A maioria da Câmara dos Deputados acaba de virar página infeliz da nossa história arquivando a segunda e última denúncia do ex-procurador-geral da República – denúncia tão inepta e falaciosa quanto a primeira, já afastada em agosto último, também por deliberação majoritária dos deputados federais. Superado esse impasse, o governo do presidente Michel Temer pode agora se dedicar integralmente à tarefa que o povo brasileiro ansiosamente espera dele: arregaçar as mangas e aprofundar o trabalho de reconstrução da economia nacional, devastada por 13 anos de delinquente irresponsabilidade lulopetista.

Quando me perguntam se (e por que) estou otimista em relação ao  futuro próximo, respondo que, mais do que isso, sou realista porque baseado nos muitos e importantes avanços registrados pelo governo Temer, no último ano e meio,  com apoio e participação do Congresso Nacional,  todos eles produzindo impactos positivos no equilíbrio das contas públicas, na melhora do clima para negócios e investimentos e na  retomada dos empregos – de menos  448,1 mil vagas, em janeiro/maio do ano passado, para mais 163,4 mil, em janeiro/agosto deste ano): limite da expansão dos gastos federais (emenda constitucional que relatei na Câmara); medidas para reduzir fraudes na concessão de benefícios previdenciários; Reforma Trabalhista; lei de responsabilidade das estatais; novas regras para exploração de petróleo e gás (decisivas para a recuperação financeira da Petrobras); marco legal da terceirização; Programa Seguro-Emprego (PSE),  entre inúmeras  providências.

Paralelamente, a taxa básica de juros do Banco Central (Selic) acaba de cair para 7,5 pontos percentuais (contra 14,25 em maio do ano passado), o menor patamar em quatro anos, graças a bem-sucedida política de controle inflacionário. O IPCA, que mede a inflação, despencou de 9,28%, no acumulado de 12 meses até abril de 2016, para 2,54%, no acumulado até abril de 2017. Essa ótima notícia, porque fortalece o poder de compra do consumidor, foi vitaminada pela injeção no mercado de bilhões de reais das contas inativas do FGTS, beneficiando quase 30 milhões de trabalhadores, e do PIS/Pasep, que começou a ser pago no último dia 19 e vai beneficiar quase nove milhões de idosos, injetando outros R$ 15,9 bilhões na economia.

Também na Câmara, a Reforma da Previdência progride para garantir que os atuais e futuros aposentados possam receber seus benefícios e, ao mesmo tempo, assegurar que áreas prioritárias como saúde e educação não tenham seus recursos devorados pelo déficit previdenciário.

Nesta atual etapa, a agenda econômica do governo contempla desfechos positivos nos próximos leilões do pré-sal, que estão atraindo os investimentos das maiores petroleiras do mundo, e também na privatização da Eletrobrás que deve render um total de R$ 35 bilhões.

O Governo Michel Temer restaurou um horizonte de esperança e confiança, que justificam e motivam o meu otimismo realista com o Brasil de hoje e de amanhã.

Foto (Wendel Lopes): Deputado Darcísio Perondi



1 comentário em “Otimismo realista

  1. Caro Deputado Perondi!

    Acredito que tenham faltando alguns dados importantes neste um ano e meio de Governo Temer, vamos lá:
    Acordo de Leniência com bancos
    No projeto de lei, no capítulo das sanções na esfera da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a multa prevista para as instituições não poderá superar um dos seguintes valores: R$ 50 milhões; ou o dobro do valor da emissão ou da operação irregular; ou três vezes o montante da vantagem econômica obtida ou da perda evitada em decorrência do ilícito; ou o dobro do prejuízo causado aos investidores em decorrência do ilícito.
    Na proposta anterior, apresentada na MP 784, no primeiro critério, o limite era de até R$ 500 milhões. Na prática, a nova proposta limita as multas a serem aplicadas pela CVM.
    REFIS
    O perdão e parcelamento de débitos deve custar 6 bilhões de reais ao governo. Apesar da situação fiscal crítica, o governo abriu os bolsos para se salvar. A negociação política para barrar duas denúncias criminais contra o presidente da República, Michel Temer, pode passar de 30 bilhões de reais. Entram na conta 4 bilhões de reais empenhados em emendas parlamentares (corrupção legalizada), 6 bilhões de reais que não serão arrecadados com o cancelamento da privatização do aeroporto de Congonhas. Cabe ressaltar ainda, que segundo reportagem do Jornal Estado de São Paulo, congressistas se beneficiaram com a medida aprovada, pois deputados e senadores devem algo estimado em 532,9 milhões de reais, num conflito de interesses que não surpreende mais ninguém no país.
    E, mais uma vez, sinaliza que o Brasil é o país do jeitinho.
    Otimismo Realista, o Senhor tem noção do que esta falando?

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